19 Dezembro 2006

[ Não há de ser nada ]

Entre dois caminhos escolhi o mais difícil, mas também o mais prazeroso. Olhava as duas estradas com interrogações na cabeça. E agora? Pela direita ou pela esquerda? Por aqui ou por ali?

Aquele coelho doidão tinha razão quando disse que qualquer estrada pode ser a escolhida quando você não sabe para onde quer ir.

Mas eu tinha uma vaga idéia de onde queria chegar. E lá fui eu, pelo caminho mais improvável. Caminhei por 23 dias e 23 noites. Entre sorrisos e prazeres a estrada foi ficando escura, os obstáculos foram aparecendo, junto com o medo do desconhecido.

No final da estrada não havia sorrisos e sonhos, como previ, mas sim uma porta. Que estava fechada. Procurei a chave por todos os lugares. Mas depois vi que na porta havia muitas fechaduras e cadeados, cada um mais complicado que o outro. Trancas, segredos, correntes...

Sentei-me, encostada na porta, com a cabeça entre os joelhos e chorei. Era só o que me restava depois de tanto caminhar.

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