24 Maio 2007

[ Efeito Borboleta ]

Enquanto o mundo se esquece da vida entre uma birita e outra eu sigo o meu caminho, confesso que errado muitas vezes, mas sempre tentando acertar. Somente isso, tentando acertar. E o certo da vida não é ser feliz? Então me deixa, que eu quero um pouco disso também!
Caminhos, escolhas, tudo o que existe de mais desconcertante na vida, mas eu só quero a tal da dona felicidade ao meu lado!
Tanta coisa a dizer, o pensamento gira, a cabeça gira, as palavras giram e embaralham-se! Tudo organizado daqui pra dentro, mas quando é daqui pra fora vira uma bagunça. Tudo sai atropelado, tudo sai errado. Me arrependo de coisas ditas e mais ainda das não ditas.

Uma vontade louca de escrever, escrever, escrever... pra ver se assim consigo colocar pra fora tudo que perturba aqui dentro. Uma vontade louca de correr, correr, correr... até onde minhas pernas não podem me levar, até os meus músculos não podem aguentar.

"Uma coisa tão simples como o bater das asas de uma borboleta, pode causar um tufão do outro lado do mundo."

1 Comments:

Blogger Fábio Vanzo said...

Ó como nem é tão difícil assim entender minha subjetividade (iac iac iac):

Enquanto o mundo se lembra de se esquecer entre um comprimido e outro eu sigo parado à beira da estrada, confesso que por preguiça de seguir o mesmo caminho monótono e sem fim de sempre, mas só quero o direito de errar. Somente isso, errar. E o certo da vida não é acertar? Pois eu quero o direito ao avesso também. Há atalhos sem escolha, tudo que há de mais certo na vida, mas tudo que desejo é a tristeza em silêncio à minha sombra. Em silêncio, por favor. Nada a fazer ou a dizer, pensamento estático, cabeça no lugar-comum, mundo imóvel, palavras de língua morta. Tudo desorganizado daqui pra dentro, mas quando é daqui pra fora todo o nada se encaixa e se anula. Tudo escorre lenta e inexoravelmente, a matéria viscosa que é o existir. Arrependo-me de dos meus arrependimentos, desfeitos e imperfeitos. Um impulso preguiçoso de me calar, pra nunca mais dizer nada, pra ver se assim consigo guardar comigo, aqui dentro, tudo que me incomoda lá fora. Uma inquietação de não me mexer, não sair do lugar, ficar imóvel, até morrer, até amanhecer, até me esquecer.

11:03 AM  

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